O que Balneário Camboriú tem que as outras cidades não têm? (A verdade sobre preço e liquidez)
Se você acompanha o mercado imobiliário de Santa Catarina, com certeza já percebeu o barulho que cidades vizinhas como Itapema e Porto Belo estão fazendo. O crescimento ali é real, o Perequê está mudando rápido e há sim excelentes oportunidades nessas regiões. Mas, no dia a dia do mercado, tem uma pergunta que o investidor de fora sempre me faz: "Alex, por que o metro quadrado de Balneário Camboriú continua no topo e não para de valorizar?"
A resposta não está só na praia bonita ou no alargamento da faixa de areia. O segredo de BC chama-se barreira de entrada.
Para uma construtora levantar um prédio em Balneário Camboriú hoje, o jogo é bruto. O custo de um terreno na Avenida Atlântica, na Quadra Mar ou na Barra Sul atingiu patamares que só quem tem muito capital de giro consegue encarar. Construtor pequeno ou aventureiro simplesmente não entra aqui. O mercado de Balneário acabou filtrado pelas maiores e mais capitalizadas empresas do país, o que dá uma segurança absurda para quem compra na planta. O risco de uma obra parar em BC é praticamente zero.
E para entregar os arranha-céus que o mundo inteiro fica olhando, a engrenagem por trás é pesada. Não é só colocar concreto para cima. O nível de exigência dos clientes que eu atendo exige que os projetos venham de arquitetos de nome e grifes internacionais. A estrutura demanda engenheiros especialistas em cálculo de vento e solo que são referências mundiais.
Mas o que pouca gente valoriza e que faz toda a diferença no acabamento que você vê quando entra no apartamento é a ponta final: os construtores de campo, os mestres de obras, e uma equipe de pedreiros e mão de obra extremamente qualificada. Assentar um mármore importado de grande formato, instalar automação de ponta e garantir o prumo de uma torre de 80 andares exige profissionais que cobram caro, mas entregam perfeição. Isso encarece a construção, mas blinda o valor do patrimônio.
Outro ponto que pesa a favor de BC é a geografia. Cidades como Itapema e Porto Belo ainda têm grandes áreas de terra para expandir, bairros novos surgindo e espaço para crescer horizontalmente. Balneário Camboriú não tem. Estamos espremidos entre a BR-101 e o mar. Para sair um prédio novo na região central, é preciso demolir algo antigo. A escassez aqui é matemática e real. E onde há muita procura e pouca oferta, o preço inevitavelmente sobe.
É por isso que o imóvel em BC virou uma espécie de "moeda forte". O investidor do agronegócio, o grande empresário de São Paulo e o comprador internacional não adquirem um apartamento aqui apenas para passar as férias; eles compram como reserva de valor. Se você precisar transformar um apartamento de alto padrão em Balneário em dinheiro amanhã, o mercado gira muito rápido. A liquidez é agressiva porque o Brasil inteiro quer um pedaço dessa faixa de terra.
Resumindo a conversa: as cidades ao redor são ótimas para surfar a onda do desenvolvimento. Mas Balneário Camboriú é o porto seguro. É onde o risco é controlado, a engenharia é a mais avançada do país e o estoque está no fim. Quem entra no mercado de BC não está apenas comprando metros quadrados, está garantindo um dos ativos mais exclusivos e líquidos da América Latina.
Imóvel que mais teve valorização: edifício One Tower, ACESSAR IMÓVEL